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        Olímpia-SP, Sádado, 21 de Abril de 2018
Adubação correta da cana sustenta a produtividade - OLICANA - Associação dos Fornecedores de Cana da Região de Olímpia-SP
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Adubação correta da cana sustenta a produtividade

 24/09/09

Em adubação devemos considerar a necessidade nutricional da cana-de-açúcar, ou seja, quanto de nutriente precisa para produzir toneladas de colmos de cana-de-açúcar. Essa quantidade de nutrientes é determinada pela seguinte equação:



Quantidade de nutrientes = (necessidade da planta – estoque do solo) x fator (f)
Quanto à necessidade da planta deve analisar os nutrientes a serem fornecidos, quantidades necessárias para um determinado nível de produtividade, época de aplicação e localização de nutrientes. A eficiência dos fertilizantes (f), ou seja, o fator de aproveitamento do fertilizante pelas raízes da planta (absorção), visa corrigir as perdas sofridas nos processos que ocorrem entre a aplicação do fertilizante e a absorção dos nutrientes pelas plantas, estas perdas ocorrem por erosão, lixiviação, volatilização, no caso da uréia quando aplicada em superfície, desnitrificação biológica do nitrato e “fixação” no caso do fósforo.

Erosão: remoção dos nutrientes pela água e pelo solo no processo erosivo, sendo as perdas equivalentes para os macronutrientes primários (nitrogênio, fósforo e potássio).

Lixiviação: é a percolação (decida) dos elementos no perfil do solo para camadas mais profundas (podendo chegar até o lençol freático), fugindo do sistema radicular, Ânions (NO3, H3BO3 e SO4); cátions trocáveis (K+, NH4+, Mg++ e Ca++).

Fixação: é a indisponibilização do nutriente, principalmente do fósforo, devido a sua adsorção no solo deixando o nutriente indisponível para a planta. Ânion (H2PO4); cátions metálicos (Zn++, Cu++, Fe++ e Mn++)

Volatilização: é a perda química da amônia da uréia, principalmente quando se aplica este fertilizante em superfície do solo ou sobre a palhada de cana. Queimada de palhada ocorre a volatilização de (N2, N2O), (SO2) e (H3BO3).

Desnitrificação biológica do NO3: ocorre divido a redução do NO3, quando da aplicação de nitrato de amônio sobre a palhada em condições de excesso de umidade, resultando em for-mas voláteis no nitrogênio.

Queima da palhada: quando da queima, ocorre volatilização do N e do S respectivamente na forma de N2 e SO2.
A cana-de-açúcar, por apresentar vários ciclos que antecedem sua reforma, é considerada uma cultura semiperene.

Nesse aspecto deve-se pensar nos benefícios que as adubações e mesmo a própria palha deixada na superfície do solo após as colheitas sem queima poderão trazer ao longo dos anos. Como exemplo tem-se os resultados obti-dos por Vitti et al.(2002a) e Vitti (2003) que verificaram resposta linear às doses de N na produção de colmos na 2ª soca (safra1999/2000). Essa resposta se estendeu para 3ª soca (safra 2000/2001), mesmo com aplicação de dose única de N (100 kg/há) após a colheita da 2ª soca. Esses resultados devem-se, provavelmente, ao efeito residual da adubação, com reflexo no vigor da soqueira de cana-de-açúcar (Malavolta, 1994; Orlando Filho et al.,1999; Trivelin et al. 2002b). Em relação às doses de N, observou-se que houve diferença de 100% na produção de colmos na 2ª soca (safra 1999/2000), entre a maior dose e a dose zero, este trabalho mostra que mesmo em épocas de baixo preço da cana-de-açúcar não podemos deixar de realizar adubação devido à queda de produtividade e longevidade de soqueira para os próximos anos.

ELEMENTOS ESSENCIAIS MACRONUTRIENTES

Nitrogênio: o nitrogênio é o nutriente exigido em maior quantidade pela maioria das culturas. No caso da cana-de-açúcar, geralmente é o segundo nutriente mais requerido, perdendo apenas para o K.

Fósforo: apesar de o fósforo ser exigido pelas plantas em menores quantidades que o nitrogênio e o potássio, é um dos nutrientes que mais limitam a produtividade. Deste modo, deveremos estar atentos em: como aplicar, qual a fonte, época de aplicação, outros. Para que seja absorvido, a raiz deverá encontrá-lo por meio do seu crescimento, uma vez que o mesmo é praticamente imóvel.

Potássio: o potássio é o macronutriente re-querido em maior quantidade pela cana-de-açú-car. Quando suprido adequadamente, o mesmo aumenta os teores de sacarose, bem como pos-sibilita maior resistência das plantas a doenças (au-menta a espessura da cutícula) e pragas e evita o acamamento.

Cálcio: a cana-de-açúcar é bastante exigente em cálcio e o retira em quantidades bem supe-riores ao P. O cálcio estimula o desenvolvimento das raízes e das folhas, pois faz parte das paredes celulares, dando estrutura para as plantas. Também ajuda indiretamente na produção, melhorando as condições para o desenvolvimento das raízes, estimulando a atividade microbiana e a absorção de outros nutrientes. O baixo cres-cimento do sistema radicular é um sintoma co-mum da deficiência de cálcio. Em casos severos, os pontos de crescimento da raiz morrem. As raízes deficientes geralmente escurecem e apo-drecem.

Magnésio: é um nutriente constituinte da clorofila e consequentemente está envolvido ati-vamente na fotossíntese, bem como no meta-bolismo do fósforo, na respiração da planta e na ativação de vários sistemas enzimáticos.

Enxofre: a deficiência deste nutriente, por ser constituinte das proteínas, provoca retardamento do crescimento e clorose generalizada nas folhas mais novas, que pode se estender por toda a planta; os caules ficam finos e lenhosos. As defi-ciências de enxofre ocorrem mais comumente em solos arenosos, pobres em matéria orgânica.

ELEMENTOS ESSENCIAIS MICRONUTRIENTES

Os micronutrientes apesar de serem exigidos pelas plantas em pequenas quantidades possuem uma importância vital no desenvolvimento das mesmas.

Reduções na produtividade e até morte das plantas são consequencias naturais da falta desses nutrientes. Os solos arenosos e com baixo teor de matéria orgânica são os mais propensos a apresentar deficiências de micronutrientes.

ADUBAÇÃO EM SOQUEIRA DE CANA-DE-AÇÚCAR

O quadro acima indica as necessidades de uma adubação sustentável em cana-de-açúcar para soqueiras queimada e crua, porém deve considerar análise de solo, principalmente a quantidade de K no solo para determinar a fórmula mais adequada para à adubação e necessidades de calagem e gessagem.

Artigo escrito por:
Eng.º Agr. Marcos A. Zeneratto - Coopercitrus Olímpia


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