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        Olímpia-SP, Segunda-Feira, 10 de Dezembro de 2018
Manejo de plantas daninhas em plantio de cana-de-açúcar - OLICANA - Associação dos Fornecedores de Cana da Região de Olímpia-SP
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Manejo de plantas daninhas em plantio de cana-de-açúcar

 01/06/09

Eng.º Agrônomo Marcos A. Zeneratto - Coopercitrus Olímpia

O plantio de cana-de-açúcar caracteriza-se em duas épocas distintas, sendo o plantio de cana de um ano e meio, que inicia em fevereiro até meados de julho (sendo que em junho e julho chama-se de plantio de inverno) e o plantio de cana de ano, plantio nos meses de setembro a outubro e sabemos que o plantio são rotinas agrícolas constantes em todos os anos nas diferentes regiões de cultivo no país, o que representa carac-terísticas edafo-climáticas muito diferentes uma região das outras e épocas de plantio durante o ano com alternâncias de tem-peratura, precipitação, comprimento do dia (dias longos e curtos), pressão de ervas daninhas e predominância de gramíneas e folhas largas, proporcionando um desafio para os técnicos responsáveis pelos tratos culturais, principalmente na recomendação de estratégias de manejo de plantas daninhas.

O manejo de plantas daninhas em cana planta nos sistemas de produção atualmente em uso na canavicultura brasileira está baseado na integração de medidas culturais, mecânicas e químicas. Nas medidas culturais destacam-se manejo de variedades de alto perfilhamento e consequentemente sombreamento precoce do solo, redução do espaçamento de plantio. Com a colheita mecanizada o “quebra-lombo” em cana-planta com a finalidade de adequar o solo para a colhedora, destaca-se como medida de operação mecânica no manejo de plantas daninhas pós-emergência. O manejo químico que é o principal método de controle das plantas daninhas empregado pelos pro-dutores de cana-de-açúcar é o uso de herbicidas, aplicados em condições de pré-emergência ou pós-emergência inicial ou eventualmente em condições de pós-emergência tardia em jato dirigido à entrelinha da cultura, com as plantas daninhas em estádio mais tardio de desenvolvimento. Os objetivos principais do controle químico de plantas daninhas é a obtenção de máxima eficácia de controle de plantas daninhas, com alta seletividade para a cultura, de forma econômica e com a minimização dos efeitos ambientais.

Segundo Kuva et al., 2003, a infestação de plantas daninhas é um dos principais fatores bióticos presentes no agroecossistema da cana-de-açúcar que têm a capacidade de interferir no desenvolvimento e na produ-tividade da cultura. Estima-se que existam cerca de 1.000 espécies de plantas daninhas que habitam este agroecossistema, distribuídas nas distintas regiões produtoras do mundo (Arévalo, 1979).

O reservatório de sementes presentes no solo e/ou restos vegetais possui de 300 milhões a 3,5 bilhões de sementes por hectare (Simpson et al., 1989).

A presença de plantas daninhas em áreas de cana-planta pode causar reduções na quantidade e na qualidade da matéria prima colhida, reduzir o número de cortes viáveis e aumentando os custos de produção em até 20%, causando uma redução do rendimento em toneladas/hectare que pode alcançar 0 a 86% da produtividade potencial no Brasil. Em trabalhos estudando os efeitos da matoinfestação durante todo ciclo da cultura foram estudados por GRACIANO & RAMALHO (1983) que observaram perdas de 83,1% na produção agrícola e 83,6% na Pol/ha, em relação à cultura capinada. Quando a competição ocorreu no período crítico da cultura, as perdas atingiram 30,9 e 33,1% para produção agrícola e Pol/ha, respectivamente. No trabalho de ROLIM & CHRISTOFFOLETI (1982a) foram observadas perdas de 85,5 % na produção agrícola quando não se controlou a infestação de plantas daninhas. COLETI et al. (1984) observaram perdas de até 23 t/ha, quando abandonaram a cultura à livre ocorrência de plantas daninhas.

BLANCO et al. (1984) verificaram que uma densidade de 32 indivíduos/m2 de uma comunidade infestante composta por gramíneas e dicotiledôneas, causou 26,7% de queda na produtividade agrícola.

Trabalho no Brasil de ROLIM & CHRIS-TOFFOLETI (1982) que em cana-planta de ano, a competição de uma comunidade infestante composta principalmente por Brachiaria plantaginea (Capim marmelada) e Digitaria sanguinalis (Capim colchão) passou a ser crítica à cultura a partir dos 30 dias após plantio, sendo que não observaram efeitos prejudiciais à cultura quando mantiveram 90 dias, após plantio, sem competição.

Para entendermos a figura 1 abaixo: o PAI – período de 30 dias desde o inicio do plantio na cultura da cana-de-açúcar aceita conviver com mato (plantas daninhas) sem que haja perdas em produtividade; o PCPI – período de 30 a 120 dias do plantio da cana-de-açúcar em que a cultura não aceita a convivência com o mato (plantas daninhas), neste período não pode haver a presença de mato na cana e o PTPI – é o período total em 150 dias do plantio da cana-de-açúcar em que a cultura não pode conviver com a presença de mato (plantas daninhas), devido a interferência do mato na produtividade na cana-de-açúcar é que utilizamos herbicidas de residual longo no plantio, para que possamos manter a cultura no limpo nos primeiros meses até que o próprio sombreamento da cultura impede a germinação e presença das plantas daninhas. Em anos de plantio como o de 2008, em que houve seca prolongada, até novembro, precisamos de herbicidas de residual longo para manter a cultura no limpo e lembrando que o herbicida mais a operação de aplicação do mesmo no plantio da cana representa apenas um custo de 3,5% a 5% do custo de implantação do canavial, um custo muito baixo para quem deixa o canavial no mato (com interferência de plantas daninhas) e perde em média um corte no ciclo.

Conclusão
Objetivos dos manejos de plantas da-ninhas em cana-de-açúcar são:

- evitar perdas em toneladas/hectare ca-na, devido à competição do mato com a cana;
- beneficiar as condições de colheita;
- evitar o aumento de banco de sementes;
- evitar problemas de seleção e resistência de plantas daninhas;

Fatores que devem ser considerados e avaliados no controle de plantas daninhas após o plantio:
- custo de herbicidas;
- residual do herbicida;
- eficácia sobre folhas largas e estreitas
- seletividade para a cultura
- flexibilidade de aplicação
- eliminar capinas (repasses e catação)
- evitar seleção de espécies tolerantes (ex. corda-de-viola, capim-colchão)

As plantas daninhas mais importantes nas áreas canavieiras encontram-se o capim-braquiária (Brachiara decumbens), capim-marmelada (Brachiaria plantaginea), capim-colonião (Panicum maximum), capim colchão (Digitaria spp.), capim-camalote (Rottboelia exaltata), grama-seda (Cynodon dactylon), corda-de-viola (Ipomea spp) e tiririca (Cyperus rotundus)

Observação da figura 2, desde o primeiro dia planta daninha na cultura da cana-de-açúcar já ocorre perdas em produtividade, chegando em 45 tone-ladas/hectare ou 109 toneladas/alqueire.

Observação da figura 3, com bra-quiária a interferência começa a ocorrer após os 60 dias de plantio da cultura da cana-de-açúcar com perdas em pro-dutividade em 82%.

Analisando todas as informações em anos de dificuldades devido a preços baixos do valor da cana-de-açúcar, não compensa deixar o canavial no sujo, diminua a quan-tidade de fertilizantes em kg/há equivalente ao custo do herbicida, para que o canavial permaneça sem interferência das plantas daninhas e consequentemente maior lon-gevidade do canavial.

Referência Bibliográfica
Cana, Caderno Técnico Cultivar, edição es-pecial Março 2005 – número 71 da Cultivar.
Christoffoleti, P.J. Manejo de plantas daninhas na cultura de cana-de-açúcar: Novas Moléculas Herbicidas.

Kuva, M.A. (Herbae) Palestra Identificação e caracterização das principais plantas dani-nhas presentes no agroecossistema da cana-de-açúcar.
Overejo, R.L. Palestra de Plantas Daninhas na cultura cana-de-açúcar.


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