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        OlŪmpia-SP, SŠdado, 22 de Fevereiro de 2020
Cigarrinha das ra√≠zes - Mahbarva fimbriolata - OLICANA - Associação dos Fornecedores de Cana da Região de Olímpia-SP
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Cigarrinha das raízes - Mahbarva fimbriolata

 09/09/08

Com expans√£o das √°reas de colheita de cana sem queima (cana crua), no setor canavieiro, a cigarrinha das ra√≠zes, uma praga at√© ent√£o de pouca import√Ęncia econ√īmica vem causando s√©rios danos, tornando-se um problema de relev√Ęncia para a cultura da cana-de-a√ß√ļcar: a cigarrinha das ra√≠zes, Mahbarva fimbriolata. Al√©m da cana-de-a√ß√ļcar, Mahbarva fimbriolata √© fre-quentemente encontrada em diversos capins e gra-mas (Guagliumi, 1973).

Os adultos apresentam aproximadamente 13mm de comprimento por 6,5mm de largura. Os machos s√£o avermelhados, com asas orladas de castanho escuro e com uma faixa longitudinal da mesma cor. As f√™meas normalmente s√£o mais escuras, marrons avermelhadas, com faixas das asas quase pretas (Figura 1). T√™m h√°bitos crepusculares. S√£o voadores de pouco alcance, mas muito ativos. Ap√≥s acasala-mento, as f√™meas ovipositam na palhada e, princi-palmente, na subsuperf√≠cie do solo, em reentr√Ęncias pr√≥ximas √† base das touceiras. Os adultos vivem cerca de 15 a 20 dias e uma f√™mea p√Ķe entre 50 e 60 ovos. Os ovos, no per√≠odo seco, ficam em diapausa, com emerg√™ncia das ninfas somente no in√≠cio do per√≠odo √ļmido, que para regi√£o Centro-Sul do pa√≠s corresponde √† primavera/ver√£o. Em condi√ß√Ķes de temperatura e umidade elevadas, as ninfas emergem dos ovos cerca de 15 a 20 dias ap√≥s a postura, di-rigem-se √†s ra√≠zes, de onde sugam grande volume de seiva.

Passam por cinco ecdises, num per√≠odo de 30 a 45 dias, e est√£o sempre envolvidas por uma espuma densa, bastante caracter√≠stica, cuja fun√ß√£o principal √© proteger as ninfas da disseca√ß√£o (Figura 2). Em condi√ß√Ķes de umidade e temperatura elevadas, o ciclo evolutivo completo √© de 45 a 60 dias (Guagliumi, 1973). O nome vulgar, cigarrinha das ra√≠zes, est√°, portanto, relacionado ao local de alimenta√ß√£o e de-senvolvimento das ninfas, as ra√≠zes

Os fatores clim√°ticos possuem grande influ√™ncia na popula√ß√£o destes insetos, as ninfas n√£o eclodem no per√≠odo mais seco e frio do ano, necessitam de calor e umidade (Setembro a Abril) favorecendo significa-tivamente o desenvolvimento da cigarrinha, raz√£o pela qual o incremento das √°reas de colheita meca-nizada de cana crua contribui para aumentos signifi-cativos das popula√ß√Ķes desta praga.

Os danos causados a cultura s√£o principalmente pelas formas jovens da cigarrinha das ra√≠zes, que extraem grande quantidade de √°gua e nutrientes das ra√≠zes. As ninfas, ao sugarem as radicelas, injetam secre√ß√£o salivar que no entanto s√£o t√≥xicas para a planta, causando necrose nos tecidos foliares e radi-culares (Fewkes, 1969). Os sintomas nas plantas s√£o colmos menores, mais finos e com entren√≥s mais curtos. Com infesta√ß√Ķes severas, os colmos apre-sentam-se desnutridos e desidratados, secando do topo para a base, as folhas se tornam no in√≠cio ama-reladas e posteriormente secas, e toda a planta pode atingir a morte (Figura 3). O canavial fica com-pletamente seco, com aspecto queimado. Estes sintomas podem ser notados mesmos nas √©pocas das chuvas, embora sejam mais evidentes no per√≠odo seco subseq√ľente. As quebras de produtividade podem chegar a 40-50%, em culturas colhidas em final de safra. Em culturas colhidas em come√ßo de safra, as quebras s√£o menores, ao redor de 8 a 10%, embora muitas vezes, as popula√ß√Ķes encontradas nessas √°reas sejam mais elevadas que nas demais (Dinardo-Miranda et al., 2001a).

-Manejo integrado da cigarrinha
O manejo de √°reas com problemas de cigarrinha, para ser bem sucedido, dever√° englobar todas as fer-ramentas dispon√≠veis, pois, para cada situa√ß√£o, uma delas se mostrar√° mais adequada. Dificilmente, uma √ļnica ferramenta de manejo ser√° eficiente em todas as condi√ß√Ķes de cultivo da cana-de-a√ß√ļcar. Assim, √© apresentado a seguir um programa de manejo de cigarrinha das ra√≠zes em cana-de-a√ß√ļcar, extra√≠do de Dinardo-Miranda (2003).

- Uso de variedades resistentes
Uma ferramenta de difícil utilização, devido que dados experimentais e de áreas comerciais mostram que quase a totalidade das variedades cultivadas co-mercialmente é atacada pela praga.

- Levantamentos populacionais
O levantamento é realizado para identificar onde, quando e como fazer o manejo da cigarrinha, a fim de minimizar os prejuízos. Os levantamentos devem ser iniciados cerca de 15 a 20 dias após as primeiras chu-vas da primavera, quando as primeiras ninfas são ob-servadas em campo. Devem ser amostrados dois pontos por ha, sendo cada ponto constituído por 2m de sulco. Em cada ponto, deve-se contar os adultos nas folhas e cartuchos das plantas e em seguida, afastar com cuidado a palha entre os colmos, dispondo-a na entrelinha, a fim de que os pontos de espuma possam ser visualizados. Depois disso, conta-se as ninfas e adultos nas raízes. A ocorrência de inimigos naturais, especialmente da mosca Salpingogaster nigra (Diptera, Syrphidae) e de ninfas e adultos de ci-garrinha mortos pela ação de fungos, tais como Metarhizium anisopliae e Batkoa, poderá ser anotada. O registro dos dados observados deve ser feito em ficha apropriada.

- N√≠vel de controle e de dano econ√īmico
Muito se discute sobre a densidade populacional de cigarrinha-das-ra√≠zes (Mahanarva fimbriolata) acima da qual se deve entrar com medidas de controle, sejam elas qu√≠micas ou biol√≥gicas. Esse valor, chamado em entomologia de n√≠vel de controle (NC), √© sempre inferior ao n√≠vel de dano econ√īmico (NDE), que, por defini√ß√£o, √© a densidade populacional da praga na qual ela causa preju√≠zo √† cultura semelhante ao custo de ado√ß√£o de uma medida de controle.
Por outro lado, vários estudos mostram que de-terminada variedade sofre maiores danos quanto mais tarde se dá sua colheita. Portanto, o NDE é menor para colheitas de final de safra do que de início.

- Controle biológico
Uso do fungo Metarhizium anisopliae.

- Controle químico
Uso de inseticidas thiamethoxam 250WG e imidacloprid 480SC.

- Retirada ou afastamento da palha
A retirada ou afastamento da palha de cima da linha de cana contribui para reduzir as popula√ß√Ķes da praga, por manter as linhas de cana mais secas, devido √† maior incid√™ncia dos raios solares sobre ela.

- Fogo
Apesar de eficiente no controle da cigarrinha, em algumas situa√ß√Ķes, o fogo na pr√©-colheita √© de uso bastante restrito, por for√ßa da legisla√ß√£o ambiental. Al√©m disso, com esta pr√°tica perdem-se os benef√≠cios da colheita da cana crua.

- Antecipação de colheita em áreas severamente atacadas
A antecipação da colheita reduz as perdas de provocadas pela praga, embora não seja uma medida de controle da cigarrinha.

CONSIDERA√á√ēES

- com ou sem a presen√ßa da praga √© indispens√°vel o levantamento populacional dos talh√Ķes de cana-de-a√ß√ļcar;

- o monitoramento populacional das cigarrinhas √© de fundamental import√Ęncia para definir a necessi-dade e a melhor estrat√©gia de controle;

- na defini√ß√£o da estrat√©gia de controle a ser adotada, deve-se considerar a a√ß√£o dos agentes de controle biol√≥gico ou qu√≠mico e de outras pragas da cana-de-a√ß√ļcar;

- custo de levantamento e monitoramento da praga é muito baixo, quando comparado ao custo de controle químico ou biológico e em áreas onde não à necessidade de controle da praga;

- apenas realizara o controle qu√≠mico ou biol√≥gicos nas √°reas onde houver a presen√ßa da praga com √≠ndice de dano econ√īmico.


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