Preço da Cana - Março/2014
Vl.ATR Consecana
0,4572
Preço Cana Campo
R$ 49,92
Preço Cana Esteira
R$ 55,76
Mês
Preço Médio do kg de ATR
 
Mês
Acumulado
Fevereiro
0,4536
0,4784
Março
0,4728
Abril
0,4470
Maio
0,4363
0,4416
Junho
0,4416
0,4426
Julho
0,4415
0,4429
Agosto
0,4436
0,4440
Setembro
0,4441
0,4439
Outubro
0,4412
0,4434
Novembro
0,4637
0,4461
Dezembro
0,4831
0,4494
Janeiro/2014
0,4812
0,4524
Favereiro
0,4867
0,4553
Março/Safra 2013
0,4572
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        Olímpia-SP, Quinta-Feira, 24 de Abril de 2014
Cigarrinha das raízes - Mahbarva fimbriolata - OLICANA - Associação dos Fornecedores de Cana da Região de Olímpia-SP
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Cigarrinha das raízes - Mahbarva fimbriolata

 09/09/08

Com expansão das áreas de colheita de cana sem queima (cana crua), no setor canavieiro, a cigarrinha das raízes, uma praga até então de pouca importância econômica vem causando sérios danos, tornando-se um problema de relevância para a cultura da cana-de-açúcar: a cigarrinha das raízes, Mahbarva fimbriolata. Além da cana-de-açúcar, Mahbarva fimbriolata é fre-quentemente encontrada em diversos capins e gra-mas (Guagliumi, 1973).

Os adultos apresentam aproximadamente 13mm de comprimento por 6,5mm de largura. Os machos são avermelhados, com asas orladas de castanho escuro e com uma faixa longitudinal da mesma cor. As fêmeas normalmente são mais escuras, marrons avermelhadas, com faixas das asas quase pretas (Figura 1). Têm hábitos crepusculares. São voadores de pouco alcance, mas muito ativos. Após acasala-mento, as fêmeas ovipositam na palhada e, princi-palmente, na subsuperfície do solo, em reentrâncias próximas à base das touceiras. Os adultos vivem cerca de 15 a 20 dias e uma fêmea põe entre 50 e 60 ovos. Os ovos, no período seco, ficam em diapausa, com emergência das ninfas somente no início do período úmido, que para região Centro-Sul do país corresponde à primavera/verão. Em condições de temperatura e umidade elevadas, as ninfas emergem dos ovos cerca de 15 a 20 dias após a postura, di-rigem-se às raízes, de onde sugam grande volume de seiva.

Passam por cinco ecdises, num período de 30 a 45 dias, e estão sempre envolvidas por uma espuma densa, bastante característica, cuja função principal é proteger as ninfas da dissecação (Figura 2). Em condições de umidade e temperatura elevadas, o ciclo evolutivo completo é de 45 a 60 dias (Guagliumi, 1973). O nome vulgar, cigarrinha das raízes, está, portanto, relacionado ao local de alimentação e de-senvolvimento das ninfas, as raízes

Os fatores climáticos possuem grande influência na população destes insetos, as ninfas não eclodem no período mais seco e frio do ano, necessitam de calor e umidade (Setembro a Abril) favorecendo significa-tivamente o desenvolvimento da cigarrinha, razão pela qual o incremento das áreas de colheita meca-nizada de cana crua contribui para aumentos signifi-cativos das populações desta praga.

Os danos causados a cultura são principalmente pelas formas jovens da cigarrinha das raízes, que extraem grande quantidade de água e nutrientes das raízes. As ninfas, ao sugarem as radicelas, injetam secreção salivar que no entanto são tóxicas para a planta, causando necrose nos tecidos foliares e radi-culares (Fewkes, 1969). Os sintomas nas plantas são colmos menores, mais finos e com entrenós mais curtos. Com infestações severas, os colmos apre-sentam-se desnutridos e desidratados, secando do topo para a base, as folhas se tornam no início ama-reladas e posteriormente secas, e toda a planta pode atingir a morte (Figura 3). O canavial fica com-pletamente seco, com aspecto queimado. Estes sintomas podem ser notados mesmos nas épocas das chuvas, embora sejam mais evidentes no período seco subseqüente. As quebras de produtividade podem chegar a 40-50%, em culturas colhidas em final de safra. Em culturas colhidas em começo de safra, as quebras são menores, ao redor de 8 a 10%, embora muitas vezes, as populações encontradas nessas áreas sejam mais elevadas que nas demais (Dinardo-Miranda et al., 2001a).

-Manejo integrado da cigarrinha
O manejo de áreas com problemas de cigarrinha, para ser bem sucedido, deverá englobar todas as fer-ramentas disponíveis, pois, para cada situação, uma delas se mostrará mais adequada. Dificilmente, uma única ferramenta de manejo será eficiente em todas as condições de cultivo da cana-de-açúcar. Assim, é apresentado a seguir um programa de manejo de cigarrinha das raízes em cana-de-açúcar, extraído de Dinardo-Miranda (2003).

- Uso de variedades resistentes
Uma ferramenta de difícil utilização, devido que dados experimentais e de áreas comerciais mostram que quase a totalidade das variedades cultivadas co-mercialmente é atacada pela praga.

- Levantamentos populacionais
O levantamento é realizado para identificar onde, quando e como fazer o manejo da cigarrinha, a fim de minimizar os prejuízos. Os levantamentos devem ser iniciados cerca de 15 a 20 dias após as primeiras chu-vas da primavera, quando as primeiras ninfas são ob-servadas em campo. Devem ser amostrados dois pontos por ha, sendo cada ponto constituído por 2m de sulco. Em cada ponto, deve-se contar os adultos nas folhas e cartuchos das plantas e em seguida, afastar com cuidado a palha entre os colmos, dispondo-a na entrelinha, a fim de que os pontos de espuma possam ser visualizados. Depois disso, conta-se as ninfas e adultos nas raízes. A ocorrência de inimigos naturais, especialmente da mosca Salpingogaster nigra (Diptera, Syrphidae) e de ninfas e adultos de ci-garrinha mortos pela ação de fungos, tais como Metarhizium anisopliae e Batkoa, poderá ser anotada. O registro dos dados observados deve ser feito em ficha apropriada.

- Nível de controle e de dano econômico
Muito se discute sobre a densidade populacional de cigarrinha-das-raízes (Mahanarva fimbriolata) acima da qual se deve entrar com medidas de controle, sejam elas químicas ou biológicas. Esse valor, chamado em entomologia de nível de controle (NC), é sempre inferior ao nível de dano econômico (NDE), que, por definição, é a densidade populacional da praga na qual ela causa prejuízo à cultura semelhante ao custo de adoção de uma medida de controle.
Por outro lado, vários estudos mostram que de-terminada variedade sofre maiores danos quanto mais tarde se dá sua colheita. Portanto, o NDE é menor para colheitas de final de safra do que de início.

- Controle biológico
Uso do fungo Metarhizium anisopliae.

- Controle químico
Uso de inseticidas thiamethoxam 250WG e imidacloprid 480SC.

- Retirada ou afastamento da palha
A retirada ou afastamento da palha de cima da linha de cana contribui para reduzir as populações da praga, por manter as linhas de cana mais secas, devido à maior incidência dos raios solares sobre ela.

- Fogo
Apesar de eficiente no controle da cigarrinha, em algumas situações, o fogo na pré-colheita é de uso bastante restrito, por força da legislação ambiental. Além disso, com esta prática perdem-se os benefícios da colheita da cana crua.

- Antecipação de colheita em áreas severamente atacadas
A antecipação da colheita reduz as perdas de provocadas pela praga, embora não seja uma medida de controle da cigarrinha.

CONSIDERAÇÕES

- com ou sem a presença da praga é indispensável o levantamento populacional dos talhões de cana-de-açúcar;

- o monitoramento populacional das cigarrinhas é de fundamental importância para definir a necessi-dade e a melhor estratégia de controle;

- na definição da estratégia de controle a ser adotada, deve-se considerar a ação dos agentes de controle biológico ou químico e de outras pragas da cana-de-açúcar;

- custo de levantamento e monitoramento da praga é muito baixo, quando comparado ao custo de controle químico ou biológico e em áreas onde não à necessidade de controle da praga;

- apenas realizara o controle químico ou biológicos nas áreas onde houver a presença da praga com índice de dano econômico.


Informativo Olicana - www.olicana.com.br
 
21/03/14    Comunicado
17/02/14    II Semana do Fornecedor
28/11/13    Aquisição de mais uma esparradeira de Calcario
14/10/13    Preenchimento do CAR- Cadastro Ambiental Rural
05/04/13    No final da safra o que vale é a ATR própria
15/03/13    COMUNICADO: Prazo pra entrega do Plano de Eliminação de Queima (PEQ) termina no próximo dia 02 de abril de 2013.
15/02/13    Olicana faz parceria com o Portal NovaCana.com
 
 
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