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        Olímpia-SP, Sádado, 21 de Abril de 2018
Colheita mecanizada da cana-de-açúcar - OLICANA - Associação dos Fornecedores de Cana da Região de Olímpia-SP
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Colheita mecanizada da cana-de-açúcar

 12/05/08

Até pouco tempo, o setor usineiro dependia exclusiva-mente da mão-de-obra humana para realizar o corte da cana-de-açúcar. De uns tempos para cá, o processo de colheita de cana passa por um intenso processo de mecanização. Essa mudança de perfil, onde o homem está cedendo, gradualmente, lugar à máquina, faz, em partes, a colheita nas lavouras de cana-de-açúcar ficar mais eficiente.

A lavoura canavieira inclui preparo do solo, tratos culturais e colheita. As atividades de preparo do solo e plantio foram as primeiras a se tornarem mecanizadas, obtendo-se principal-mente os efeitos de redução do tempo de realização de ambas e do número de trabalhadores empregados.

O uso da mecanização, mais intenso nas fases de plantio e tratos culturais, é ainda pequeno no corte da cana, mas vem sendo implementado de modo irreversível, especialmente na região Centro-Sul. Em São Paulo, a área colhida com má-quinas foi de 47% em 2007 e deve ser a maior parte na safra 2008/2009. A mecanização da colheita da cana-de-açúcar não só aumenta o rendimento operacional do procedimento como também reduz seu impacto ambiental, por dispensar a queima de resíduos.

Realiza-se a colheita em 3 etapas: o corte, o carregamento e o transporte até a usina. A mecanização vem sendo introduzida por partes, tendo começado pelo transporte, vindo em seguida o carregamento. Na fase de corte, a introdução da máquina teve como fator determinante mais a instabilidade da mão-de-obra (greves, super-posição de épocas de colheitas de diferentes culturas) do que sua viabilidade econômica em relação ao corte manual.

A colheita mecanizada é não só economicamente mais interessante, como permite padronização, pré-processamento da matéria-prima e, principal-mente, maior segurança para o processo produtivo, com melhor controle das atividades de corte e sua compatibilização com o ritmo da industria. Além disso, contribui para a redução da migração de trabalhadores na época da safra, que causa problemas sociais graves nas cidades próximas aos canaviais. Assim, a mecanização é especialmente recomendável do ponto de vista de modernização e redução de custos de produção do setor.

A colheita da cana-de-açúcar mecanizada, no entanto, exige algumas condições específicas para apresentar os resultados desejáveis: solo plano, sem falhas, redimensionamento das áreas de plantio, inclusive com espaçamento adequado entre as fileiras, plantio mais raso e um crescimento ereto da cana, sem tombamentos.

Além do mais, esse tipo de colheita apresenta algumas desvantagens, como a compactação do solo, rebrota menos uni-forme da soqueira, necessidade de alto investimento na aquisição de maquinário, e um menor comprimento da cana em relação ao que é obtido manualmente (devido ao corte realizado pelas lâminas da colhedora) e também a questão do desemprego, agravado pela total desqualificação da mão-de-obra.
A mecanização não é imediata nem irrestrita, ela será lenta e gradual, e para isto seriam necessários de 7 a 15 anos para a implantação total da mecanização, mas temos a certeza de ser um processo irreversível.

Pode-se dizer que a introdução de máquinas na lavoura da cana-de-açúcar teve como conseqüências mais imediatas a redução do tempo de realização de determinadas tarefas, da quantidade de mão-de-obra empregada e da força de trabalho residente na propriedade, bem como a introdução de uma mudança qualitativa na demanda por trabalhadores, na medida em que passaram a utilizar funcionários com maior grau de especialização (tratoristas, motoristas e operadores de máquinas agrícolas) e uma redução na utilização dos sem especialização, ocasionando mudanças na organização do trabalho.

Mas agora, em um comparativo entre os prós e contras da colheita mecanizada em relação ao corte manual da cana, é fato que a mecanização está e continuará sendo adotada naturalmente, como um processo de evolução da atividade, e a implementação de novas tecnologias, dentre elas o corte mecanizado em terrenos irregulares, reforçará mais ainda a implantação da mecanização da colheita da cana.

E sempre acompanhando a evolução de todos os aspectos da cultura canavieira, a OLICANA, em parceria com o Sindicato Rural de Olímpia e o SENAR, realizou no mês de março um curso de capacitação para operadores de colheitadeiras de cana, inclusive tendo suas vagas rapidamente esgotadas e um próximo treinamento já está em fase de agendamento.


Informativo Olicana -
 
13/12/17    Comunicado de Férias
09/05/17    Edital de Venda de Veículos
13/03/17    Agendamento de Pré-analise
12/12/16    Desejamos um Feliz Natal
11/10/16    Comunicado
08/12/15    A Olicana comunica que no período de 14 de Dezembro de 2015 a 03 de Janeiro de 2016 estará de ferias coletivas.
25/11/15    Presidente Celso Castilho Ruiz representado seus associados no Encontro Mundial de Produtores de Cana-de açúcar e de Beterraba
 
 
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