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        OlŪmpia-SP, Domingo, 19 de janeiro de 2020
Cana-de-a√ß√ļcar e meio ambiente: Cana-de-a√ß√ļcar na hist√≥ria brasileira - OLICANA - Associação dos Fornecedores de Cana da Região de Olímpia-SP
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Cana-de-a√ß√ļcar e meio ambiente: Cana-de-a√ß√ļcar na hist√≥ria brasileira

 20/01/08

A vida econ√īmica e social brasileira teve seu in√≠cio por volta de 1532, atrav√©s da coloniza√ß√£o portuguesa. A sociedade que ent√£o se estabelecia nas terras do Brasil se desenvolveu ao redor de engenhos de cana-de-a√ß√ļcar na regi√£o de Pernambuco onde a cultura canavieira prosperou de maneira mais significativa que em outras regi√Ķes, a exemplo de S√£o Vicente (S√£o Paulo), que n√£o ob-teve o mesmo sucesso com essa atividade, naquela √©poca.

Tempos difíceis, mesmo para o colonizador português, que pela sua origem, possuía características étnicas que o diferenciava dos demais europeus, conferindo-lhe um grau de adaptabilidade em um clima diverso ao que estava acostumado na Europa.

Apesar das v√°rias dificuldades encontradas no meio f√≠sico e bi√≥tico, aliadas a outras, como a absoluta escassez de m√£o de obra para o manejo e produ√ß√£o da cana-de-a√ß√ļcar, essa atividade prosperou, baseada numa sociedade patriarcal e escravocrata, dando assim in√≠cio ao processo econ√īmico e social do Brasil col√īnia.

Hoje, s√©culo 21, tempos dif√≠ceis tamb√©m, com magnitudes e propor√ß√Ķes assustadoramente diferentes daquela √©poca, quando se plantou o primeiro p√© de cana de a√ß√ļcar neste pa√≠s. Contudo essas diferen√ßas tem algo em comum: o meio f√≠sico e bi√≥tico, estranho ao colonizador de ent√£o, e, perfeitamente assimilado pelo brasileiro de hoje. No entanto deve se acrescentar no presente o meio s√≥cio-econ√īmico, como o preponderante sobre os outros dois. Obvia-mente compreens√≠vel, trata-se da busca da sobreviv√™ncia humana ex-tra√≠da direta ou indiretamente, dos meios f√≠sicos e bi√≥tico.

Num primeiro momento, para satisfazer as necessidades b√°sicas do homem, seguindo-se para etapas que v√£o at√© o sup√©rfluo, caracter√≠stica do modo capitalista de produ√ß√£o.Neste cen√°rio de excessos vividos pela sociedade contempor√Ęnea surge o antagonismo entre o homem e o meio ambiente. N√£o o meio ambiente por ele criado, artificialmente, para este trazer conforto, mas o meio ambiente natural: o ar, a terra, a √°gua, as matas e as v√°rias esp√©cies de animais que al√©m do homem, habitam esse espa√ßo.

Esse antagonismo entre homem e meio ambiente causado, basicamente, pelas inova√ß√Ķes e transforma√ß√Ķes provocadas pelos processos de desenvolvimento tanto econ√īmico como social, t√™m gerado v√°rios tipos de rea√ß√Ķes, observ√°veis, como manifesta√ß√Ķes da natureza traduzidas em desequil√≠brios variados, muitas vezes materializados atrav√©s de cat√°strofes. Uma dessas rea√ß√Ķes, ampla-mente divulgada √© o chamado ‚Äúefeito estufa‚ÄĚ, que destr√≥i a camada de oz√īnio, protetora deste planeta, tendo como conseq√ľ√™ncia o aquecimento global, com progn√≥sticos aterradores.

Diante desse quadro h√° um intenso debate sobre como evitar o agravamento dessa situa√ß√£o.Haja vista que anualmente, s√£o emitidas no planeta quase 7 bilh√Ķes de toneladas de carbono, as quais somente 4 s√£o ab-sorvidas pelos mares e florestas, restando um excedente de 3 bilh√Ķes.

O Brasil lan√ßa na atmosfera, a cada ano, cerca de 250 milh√Ķes de toneladas de carbono, que correspondem a quase 4% das emiss√Ķes mundiais, colocando-nos como o terceiro maior emissor de gases de efeito estufa. Ocorre que o Brasil √© um grande destruidor de florestas, atrav√©s das queimadas notadamente na regi√£o amaz√īnica, as quais respondem por quase 80% das emiss√Ķes brasileiras.

O que tem isso a ver com a cana de a√ß√ļcar? Muito.

A cana de a√ß√ļcar √© mat√©ria prima para a produ√ß√£o de energia limpa. O baga√ßo da cana possibilita a produ√ß√£o de energia limpa e muitas usinas desenvolvem essa atividade obtendo certifica√ß√£o de emiss√Ķes de cr√©ditos de carbono pelo Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL).

Outro ponto importante: o etanol anidro como aditivo √† gasolina, dispensa a adi√ß√£o do chumbo- tetraetila, subst√Ęncia altamente cancer√≠gena, e o etanol hidratado que move no pa√≠s uma consider√°vel frota de ve√≠culos, tem contribu√≠do para a melhoria do meio ambiente, principalmente, nas regi√Ķes metropolitanas por tratar-se de um combust√≠vel limpo, o √°lcool tornou-se grande aliado na luta contra a degrada√ß√£o ambiental.

Como se v√™ √© ineg√°vel a contribui√ß√£o da cultura da cana de a√ß√ļcar como fonte alternativa para a rever-s√£o, pelo menos em parte, do ca√≥tico quadro ambiental que se vislumbra para o futuro do planeta.

Os inconvenientes gerados pela queima da palha da cana-de-a√ß√ļcar que produz o carv√£ozinho est√£o com os dias contados, face ao acordo assinado entre a √öNICA- Uni√£o da Agroind√ļstria Canavieira de S√£o Paulo e o Governo do Estado, que antecipou o fim das queimadas nas √°reas mecanizadas, previsto para o ano 2021 para 2014, e nas n√£o mecaniz√°veis de 2031 para 2017, devendo-se destacar ainda que, os novos empreendimentos √† serem licenciados dever√£o ter suas colheitas de forma totalmente mecanizadas, ou seja sem as queimadas. Ali√°s, muitas usinas vem gradualmente aumentando a porcentagem de mecaniza√ß√£o em suas colheitas.

Sob o ponto de vista ambiental a atividade sucro-alcooleira cumpre, efetivamente, sua cota de responsabilidade ambiental.

Sob o ponto de vista social e a extensa cadeia de benef√≠cios diretos e indiretos, seria impens√°vel um cen√°rio sem a contribui√ß√£o do setor na vida dos munic√≠pios, do estado e do pa√≠s. Finalizando √© √≥bvio que alguns ajustes devem ser urgentemente implementados, tais como estoques reguladores e a paridade do ICMS nos demais estados da Uni√£o, aos moldes do praticado no Estado de S√£o Paulo, isso evitaria oscila√ß√Ķes e surpresas para um setor que tem muito √† contribuir, ainda, para a melhoria s√≥cio-econ√īmica e ambiental.

Portanto, n√£o √© sem raz√£o que o mundo todo ‚Äúcresce o olho‚ÄĚ na dire-√ß√£o da nossa velha e boa cana-de-a√ß√ļcar dos tempos coloniais.


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