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        Olímpia-SP, Segunda-Feira, 16 de Julho de 2018
Cana-de-açúcar e meio ambiente: Cana-de-açúcar na história brasileira - OLICANA - Associação dos Fornecedores de Cana da Região de Olímpia-SP
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Cana-de-açúcar e meio ambiente: Cana-de-açúcar na história brasileira

 20/01/08

A vida econômica e social brasileira teve seu início por volta de 1532, através da colonização portuguesa. A sociedade que então se estabelecia nas terras do Brasil se desenvolveu ao redor de engenhos de cana-de-açúcar na região de Pernambuco onde a cultura canavieira prosperou de maneira mais significativa que em outras regiões, a exemplo de São Vicente (São Paulo), que não ob-teve o mesmo sucesso com essa atividade, naquela época.

Tempos difíceis, mesmo para o colonizador português, que pela sua origem, possuía características étnicas que o diferenciava dos demais europeus, conferindo-lhe um grau de adaptabilidade em um clima diverso ao que estava acostumado na Europa.

Apesar das várias dificuldades encontradas no meio físico e biótico, aliadas a outras, como a absoluta escassez de mão de obra para o manejo e produção da cana-de-açúcar, essa atividade prosperou, baseada numa sociedade patriarcal e escravocrata, dando assim início ao processo econômico e social do Brasil colônia.

Hoje, século 21, tempos difíceis também, com magnitudes e proporções assustadoramente diferentes daquela época, quando se plantou o primeiro pé de cana de açúcar neste país. Contudo essas diferenças tem algo em comum: o meio físico e biótico, estranho ao colonizador de então, e, perfeitamente assimilado pelo brasileiro de hoje. No entanto deve se acrescentar no presente o meio sócio-econômico, como o preponderante sobre os outros dois. Obvia-mente compreensível, trata-se da busca da sobrevivência humana ex-traída direta ou indiretamente, dos meios físicos e biótico.

Num primeiro momento, para satisfazer as necessidades básicas do homem, seguindo-se para etapas que vão até o supérfluo, característica do modo capitalista de produção.Neste cenário de excessos vividos pela sociedade contemporânea surge o antagonismo entre o homem e o meio ambiente. Não o meio ambiente por ele criado, artificialmente, para este trazer conforto, mas o meio ambiente natural: o ar, a terra, a água, as matas e as várias espécies de animais que além do homem, habitam esse espaço.

Esse antagonismo entre homem e meio ambiente causado, basicamente, pelas inovações e transformações provocadas pelos processos de desenvolvimento tanto econômico como social, têm gerado vários tipos de reações, observáveis, como manifestações da natureza traduzidas em desequilíbrios variados, muitas vezes materializados através de catástrofes. Uma dessas reações, ampla-mente divulgada é o chamado “efeito estufa”, que destrói a camada de ozônio, protetora deste planeta, tendo como conseqüência o aquecimento global, com prognósticos aterradores.

Diante desse quadro há um intenso debate sobre como evitar o agravamento dessa situação.Haja vista que anualmente, são emitidas no planeta quase 7 bilhões de toneladas de carbono, as quais somente 4 são ab-sorvidas pelos mares e florestas, restando um excedente de 3 bilhões.

O Brasil lança na atmosfera, a cada ano, cerca de 250 milhões de toneladas de carbono, que correspondem a quase 4% das emissões mundiais, colocando-nos como o terceiro maior emissor de gases de efeito estufa. Ocorre que o Brasil é um grande destruidor de florestas, através das queimadas notadamente na região amazônica, as quais respondem por quase 80% das emissões brasileiras.

O que tem isso a ver com a cana de açúcar? Muito.

A cana de açúcar é matéria prima para a produção de energia limpa. O bagaço da cana possibilita a produção de energia limpa e muitas usinas desenvolvem essa atividade obtendo certificação de emissões de créditos de carbono pelo Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL).

Outro ponto importante: o etanol anidro como aditivo à gasolina, dispensa a adição do chumbo- tetraetila, substância altamente cancerígena, e o etanol hidratado que move no país uma considerável frota de veículos, tem contribuído para a melhoria do meio ambiente, principalmente, nas regiões metropolitanas por tratar-se de um combustível limpo, o álcool tornou-se grande aliado na luta contra a degradação ambiental.

Como se vê é inegável a contribuição da cultura da cana de açúcar como fonte alternativa para a rever-são, pelo menos em parte, do caótico quadro ambiental que se vislumbra para o futuro do planeta.

Os inconvenientes gerados pela queima da palha da cana-de-açúcar que produz o carvãozinho estão com os dias contados, face ao acordo assinado entre a ÚNICA- União da Agroindústria Canavieira de São Paulo e o Governo do Estado, que antecipou o fim das queimadas nas áreas mecanizadas, previsto para o ano 2021 para 2014, e nas não mecanizáveis de 2031 para 2017, devendo-se destacar ainda que, os novos empreendimentos à serem licenciados deverão ter suas colheitas de forma totalmente mecanizadas, ou seja sem as queimadas. Aliás, muitas usinas vem gradualmente aumentando a porcentagem de mecanização em suas colheitas.

Sob o ponto de vista ambiental a atividade sucro-alcooleira cumpre, efetivamente, sua cota de responsabilidade ambiental.

Sob o ponto de vista social e a extensa cadeia de benefícios diretos e indiretos, seria impensável um cenário sem a contribuição do setor na vida dos municípios, do estado e do país. Finalizando é óbvio que alguns ajustes devem ser urgentemente implementados, tais como estoques reguladores e a paridade do ICMS nos demais estados da União, aos moldes do praticado no Estado de São Paulo, isso evitaria oscilações e surpresas para um setor que tem muito à contribuir, ainda, para a melhoria sócio-econômica e ambiental.

Portanto, não é sem razão que o mundo todo “cresce o olho” na dire-ção da nossa velha e boa cana-de-açúcar dos tempos coloniais.


Informativo Olicana -
 
13/12/17    Comunicado de Férias
09/05/17    Edital de Venda de Veículos
13/03/17    Agendamento de Pré-analise
12/12/16    Desejamos um Feliz Natal
11/10/16    Comunicado
08/12/15    A Olicana comunica que no período de 14 de Dezembro de 2015 a 03 de Janeiro de 2016 estará de ferias coletivas.
25/11/15    Presidente Celso Castilho Ruiz representado seus associados no Encontro Mundial de Produtores de Cana-de açúcar e de Beterraba
 
 
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